domingo, 10 de setembro de 2017

Sister Rosetta Tharpe: a mulher que criou o rock and rool.

Sister Rosetta Tharpe, a mulher que criou o rock and rool.



Gênio musical do século 20, a norte-americana Sister Rosetta Tharpe é considerada a verdadeira criadora do estilo rock and roll. Ela surgiu antes de Little Richard, Muddy Waters, Elvis e foi a fonte inspiradora de todos eles.

Sister Rosetta Tharpe tinha um programa gospel na rádio nos anos 30, 40. Reza a lenda que o rei do Rock and Roll, Elvis Presley, quando criança, saía correndo da escola para ouvir o programa e as músicas que ela cantava. O jeito dela cantar e tocar guitarra acabou sendo assimilado por um outro rei, B. B. King. E ainda há um terceiro rei, desta vez o do folk, Bob Dylan, assumidamente fã dessa artista extraordinária.

“Sister Rosetta Tharpe foi um amor à primeira vista. Aquela mulher de energia possante que parecia brincar com a guitarra”, lembra Chuck Berry. A verdade é que foi ela quem inspirou Chuck Berry. Essa mulher “bonita, divina, para não mencionar sublime, esplêndida”, afirmou Bob Dylan numa entrevista. Ela é a essência do rock and roll.

Rosetta Tharpe nasceu a 20 de Março de 1915, em Cotton Plant, Arkansas. Filha de Willis Atkins e Katie Bell Nublin, apanhadores de algodão. Sua mãe tornou-se pastora evangélica, cantando e tocando para a congregação. Foi através da mãe, conduzida pela sua mão, que a pequena Rosetta Nublin fez sua primeira atuação aos 4 anos. Acompanhada pela guitarra, cantou o conhecido tema gospel Jesus is on the mainline. Aos 6 anos de idade, seguiu a sua mãe, que abandonou o marido e migrou para norte.

Durante a juventude, com a mãe, fez várias aparições nos circuitos evangélicos. Influenciada pela música que se produzia nesse meio, e pela energia de Chicago, cidade que na época fervilhava ao som dos blues e do jazz, a jovem Rosetta misturava o Gospel com os ritmos seculares. Isso, junto ao seu extraordinário talento para a guitarra que, juntamente com o seu engenho com a guitarra, tornaram-na bastante popular. A forma como tocava era claramente a do estilo blues e impressionava a todos. Rosetta foi uma das poucas mulheres negras a tocar guitarra na década de 1920.

Ela se casou com Thomas A. Thorpe, um pastor evangélico abusivo e controlador que se aproveitava do talento e da popularidade de Rosetta. Até que ela decidiu se divorciar. Mas manteve o nome do marido, alterando sua grafia para Tharpe – nome pelo qual passou a ser conhecida. Mais uma vez em companhia da mãe, ela se mudou para Nova York, onde conquistou sucesso e atuou no prestigiado Cotton Club, ao lado de Cab Calloway, para um público mais mundano e chique. Mas isso que gerou polêmica no seio do seu fiel público-base mais simples e religioso.

Rosetta fez história em 1938, quando se tornou a primeira cantora gospel a assinar com uma grande casa discográfica, a Decca Records. Um contrato controverso, pois impunha que Rosetta cantasse tudo o que o seu manager propunha. Os temas Rock Me e The Lonesome Road conquistam as tabelas Pop em outubro do mesmo ano. A Irmã Rosetta, como passou a ser conhecida, tornou-se uma superestrela. Apesar do mal estar que músicas como Tall Skinny Papa causavam entre os membros da comunidade gospel, a verdade é que ninguém conseguia ficar indiferente ao seu estilo particular.

Durante os anos que se seguiram, somou sucessos. Todos queriam ver e ouvir a prodigiosa Sister Rosetta. Ela percorreu os Estados Unidos da América, encheu salas de espetáculos, e foi uma das poucas vozes femininas negras a animar os soldados norte americanos, durante a guerra. Grava Down by the Riverside e Strange Things Happening Every Day, num período onde a segregação era a norma. Suas escolhas denotam que Rosetta tinha nascido para quebrar as normas e assim foi durante toda a sua vida.

Depois de um segundo casamento falido, ela grava lado a lado com Marie Knight a canção Up Above My Head, uma música sublime. Pouco se sabe sobre essa parceria que terminou abruptamente, após uma tragédia familiar ocorrida com Marie. Rosetta continuou sua carreira e, em 1951, surpreendeu a todos quando anunciou o seu terceiro casamento, desta vez com Russel Morrison. A celebração aconteceu no estádio Griffith, em Washington, perante uma audiência de vinte e cinco mil pessoas. Morrisson, seu marido e agente, acompanhou-a até o fim dos seus dias.

Uma nova onda vem do MIssissipi

Foi com o aparecimento de jovens vindos do delta do Mississippi que surgiu o estilo e o movimento roch and roll, e Elvis Presley foi “coroado” rei desse gênero musical. Rosetta Tharpe, a mulher que vinte anos antes começara a divulgar esses ritmos, mantem-se fiel a si mesma, mas sua popularidade e seu brilho são pouco a pouco ofuscados pelos novos artistas. Até que um dia ela recebe uma chamada de Chris Barber, que a convida a embarcar numa nova aventura, desta vez no Reino Unido. Para um público que nunca tinha visto ao vivo uma verdadeira artista gospel, Rosetta apareceu como algo vindo de um outro mundo. Ela era diferente, cativante, fervilhava energia e grandeza de alma. Ela e a guitarra se fundiam e se tornavam apenas uma. A atuação de 1964 em Manchester (que mostramos no vídeo abaixo), gravada num dia frio e chuvoso na estação de comboios, é a prova disso. Sucesso embriagador.

Sister Rosetta estava de regresso e conquista o público europeu. Em 1968, sua mãe Katie Bell falece e a perda marcou muito a cantora. Logo após Rosetta foi diagnosticada como diabética, e atuou pela última vez na Europa em Copenhague, em 1970. Pouco tempo depois teve que amputar uma perna, vindo a falecer em 1973.

Rosetta Tharpe foi a grande fonte de inspiração também para Etta Jones, Johnny Cash, Little Richard, entre outros. Seu legado é enorme, marcou a história da música, marcou gerações e apaixona todos aqueles que a ouvem.

Em 2004, Down by the Riverside entra para a National Recording Registry, da biblioteca do congresso norte-americano. Em 2007, entra para o Blues Hall of Fame e, em 2008, o governador Edward Rendell declara o dia 11 de Janeiro o dia de Sister Rosetta Tharpe, no Estado da Pensilvânia. No seu discurso, destacou a lendária cantora, a pioneira que levou o gospel para a cena mainstream.

Essa “força da natureza”, como foi apelidada por Bob Dylan, permanece viva para todos aqueles que a conheceram pessoalmente ou através da sua discografia.

Fonte: Brasil247

Diana Ross, uma das mais brilhantes cantoras da história americana.


Filha de operário, Diana se formou na faculdade de design de moda, à noite fazia um curso de cosméticos e, em plena era segregacionista, foi eleita a mais elegante na festa de formatura. A música só veio depois, com o conjunto vocal The Primettes, que deu origem às Supremes.
Ajudada pelo seu ex-namorado Sly Stone, Diana conseguiu um teste na Motown, mas antes de um contrato de gravação ralou muito fazendo backing vocals para as estrelas e trabalhando como secretária do chefão Berry Gordy. Além de solista, Diana foi estilista, costureira, cabeleireira e maquiadora do grupo.
Ao lado de seus colegas Stevie Wonder, Michael Jackson Marvin Gaye, as Supremes construíam uma história de glória da primeira grande gravadora negra dos Estados Unidos, mudando o rumo não só da música, como da história americana, com uma nova atitude e um novo estilo musical. O estilo Motown.
Diana foi a madrinha do Jackson Five. Nos anos 60, as Supremes tiveram 12 singles em primeiro lugar e se tornaram grandes estrelas da Motown, mas Diana era mais. Além da voz e do suingue, era um novo padrão de beleza, charme e elegância da mulher negra.
Além do amor de milhões de fãs, Diana ganhou o coração de Berry Gordy, o chefão da gravadora, tornando-se a primeira dama da Motown e estreando como atriz no docudrama “Lady Sings the Blues”, interpretando Billie Holiday, que foi um sucesso fenomenal e é um dos melhores discos da sua carreira.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Beatriz Nascimento



Importante liderança negra na luta contra o racismo. Beatriz nasceu em Aracaju em 1942, filha de uma dona de casa e um pedreiro, formou-se em História na UFRJ. 

Beatriz foi uma grande pensadora das questões raciais, em suas pesquisas abordou os quilombos e toda experiência de resistência dos africanos e afro-brasileiros, incluindo as religiões de matriz africana. 

A voz de Beatriz ecoou dentro e fora do mundo acadêmico e representa ainda hoje um grito de resistência para mulheres negras, já que a universidade sempre foi um espaço machista, elitista e branco.

A luta de Beatriz inspirou e ainda hoje inspira muitas mulheres negras, além da trajetória como feminista e intelectual, Beatriz também foi poetiza. Em suas poesias, ela fala com muita propriedade e sensibilidade sobre sua existência como mulher e negra.


Seu trabalho mais conhecido é o filme Ori, escrito e narrado por ela. O filme foi dirigido pela socióloga e cineasta, Raquel Gerber. Ori aborda os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo no quilombo como ideia central e apresentando parte de sua trajetória de vida como mulher, negra e nordestina.
Beatriz foi brutalmente assassinada em 28 de Janeiro de 1995 ao defender uma amiga que sofria violência doméstica. Beatriz é mártir da luta feminista e racial brasileira, morreu lutando pelas mulheres.


Que a história de Beatriz seja sempre inspiração e exemplo.

Viva Beatriz Nascimento!


Faça download do livro:
https://www.imprensaoficial.com.br/downloads/pdf/projetossociais/eusouatlantica.pdf

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A invisibilidade das Comunidades Quilombolas de Mato Grosso do Sul

Atualmente o que a maioria das pessoas entende por comunidade quilombola está muito distante da realidade. O que, infelizmente, é usualmente entendido por comunidade quilombola se remete à definição utilizada no período colonial brasileiro, mais exatamente àquela do século XVIII, para a qual quilombo era “toda a habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte despovoada ainda que não tenham ranchos levantados nem se achem pilões neles” (MOURA, 1981: p.16). E no estado de Mato Grosso do Sul não seria diferente, apesar de ter mais de 21 comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, ainda não tem avanços significativos na questão de reconhecimento das comunidades quilombolas como grupos sociais e, portanto, com direitos.
Com a publicação do decreto de 4.887/2003 temos a regularização de todo o  procedimento que efetiva a titulação das terras, além de uma redefinição do conceito de comunidade quilombola, diferenciando-se daquela antiga que era marcada pela colonização, e passando agora a ser compreendida através da auto determinação dos povos. Conforme o artigo 2º do Decreto,
consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, seguindo critérios de autoafirmação, com a trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais especificas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida (BRASIL, 2008).

Retomando o histórico sobre o assunto, em 1988 foi reconhecido pela Constituição Brasileira o direito de propriedade definitiva das terras ocupadas por quilombolas, através do artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.” (BRASIL, 2008). O reconhecimento de propriedade das terras quilombolas pela Constituição de 1988 não foi suficiente para a efetiva regularização desses territórios, e contestações contrárias às titulações eram fundamentadas na falta de regulamentação no processo de demarcação e titulação dessas terras.
Mas, foi com a publicação do decreto 4.887, no dia 20 de novembro de 2003 se estabeleceu a forma de como proceder à demarcação e titulação do território quilombola. Da década de 1980 até 2003 se desenrolaram anos de silêncio quanto a este assunto e, apesar de haver milhares de comunidades espalhadas pelos estados brasileiros, ainda há a impressão de inexistência ou de distancia das comunidades, o que remete muitas pessoas à noção de quilombo do período colonial.
Vários grupos contrários aos direitos adquiridos pelas comunidades se manifestaram. O partido Democratas (DEM) ajuizou em 2004 uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) no Supremo Tribunal Federal pela publicação do decreto 4.887. A ADIn é contrária ao critério de autoatribuição para a identificação das comunidades remanescentes quilombolas, e o caso ainda aguarda julgamento.
De acordo com Santos (2010), o ano de 2007 ficou marcado pelo aumento dos conflitos no estado do Mato Grosso do Sul entre as comunidades rurais quilombolas e o Governo do Estado, Sindicato Rural de Dourados; as Prefeituras Municipais de Nioaque, Dourados e Sonora; grandes proprietários de terras; e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (FAMASUL). [1]
A partir da definição ultrapassada sobre o que é uma comunidade quilombola, criou-se uma situação constrangedora para o Instituto Histórico Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHG-MS), que reforçou ainda mais a posição contrária ao reconhecimento das comunidades quilombolas no estado de MS. Em 2008 o então presidente do IHS-MG Hildebrando Campestrini exalou um parecer negando a existência de qualquer formação de comunidades quilombolas no estado de Mato Grosso do Sul. O parecer dizia o seguinte:
                               
Considerando que o sul de Mato Grosso despontou no cenário econômico brasileiro como área de produção pecuária, após as décadas de 1830/1840, quando a escravidão já se encontrava em processo gradativo de desarticulação; Considerando que o território hoje sul-mato-grossense se encontrava fora da rota de fuga dos escravos egressos dos centros econômicos mais significativos à época do regime escravista (SP, MG e região norte de MT); Considerando que havia, no último quartel do século XIX, forte empenho de líderes pela libertação de escravos, a exemplo das Juntas de Emancipação nas principais vilas e cidades do sul de Mato Grosso, com resultados positivos; Considerando que, sobretudo após a Guerra da Tríplice Aliança, o número de escravos no sul de Mato Grosso era de reduzido significado; Considerando que não há documentos, nem ao menos indícios, que provem a existência, no atual Mato Grosso do Sul, de quilombos, mesmo que tardios. Manifestam-se, por unanimidade, no sentido de não reconhecer a presença de quaisquer núcleos quilombolas remanescentes em nosso Estado. Campo Grande, 10 de setembro de 2008. Hildebrando Campestrini – Presidente (SANTOS, 2010: p.20).

Como é perceptível no Parecer Quilombola do IGH-MS, a visão sobre as comunidades está presa em um passado colonial, como algo exótico, perdido e afastado da noção de cidadão brasileiro. O parecer ganhou destaque na mídia local e teve ampla recepção pelos produtores agropecuários, sendo largamente difundido pela FAMASUL através da circular nº 041/2009, ao Secretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia/SEMAC. Em seu ofício a FAMASUL afirma a não existência de remanescentes quilombolas no Mato Grosso do Sul.
O Parecer Quilombola produzido pelo IHG-MS encara comunidades como aquele conceito da época imperial e deixa de perceber como bem lembra Amaral Filho (2011) que os remanescentes de quilombolas surgem recriando um processo identitário e não o repetindo. Recriando seus laços com a África, “eles passam a se comportar no Pós-Colonial diaspórico como um grupo multicultural miscigenado diferente de sua noção clássica” (AMARAL FILHO, 2011).
A colonização, apesar de um processo extinto oficialmente, permanece enraizada nos dias atuais, como fator excludente e marginalizador de determinados grupos sociais. No caso de Mato Grosso do Sul, essa situação é facilmente identificada quando se trata da garantia de direitos das populações indígenas e comunidades quilombolas.
No discurso da mestiçagem, baseado na ideia de um Brasil mestiço, onde o moreno é o termo ideal de representação da população afro-brasileira, o termo negro deixa de ser mencionado de forma positiva pela sociedade brasileira, pois a ideia mitológica de democracia racial encontra suas bases no moreno. A troca de um termo por outro não significou um tratamento respeitoso para a população negra, sua história e suas memórias, e não resultou numa equidade nas oportunidades entre todos no Brasil. Antes disso, a criação de um discurso de democracia racial “contribuiu” para que se afundasse no silenciamento o racismo vivenciado no Brasil, fortalecendo um discurso hipócrita e controverso.
É importante entender porque é tão popular a utilização do termo moreno, quando se refere à população afro-brasileira.  Uma breve análise na história de formação da identidade nacional, (ORTIZ, 2003) é possível perceber como foi a movimentação dos grandes intelectuais e dirigentes nacionais para a formulação de teorias e projetos sobre um modelo nação brasileira. Este modelo de nação era pensado para o futuro, um futuro que através da miscigenação racial, se tornaria branco.
Mato Grosso do Sul não fugiu aos moldes nacionais quanto à formação de uma identidade regional baseada na falsa ideia de democracia racial e de branquidade. Este modelo foi refletindo diretamente na invisibilidade dos remanescentes quilombolas do Estado. Um exemplo, Campo Grande, que é conhecida como a cidade morena, não possui menção alguma sobre a vida de camponeses e nem de escravizados, em nenhum dos seus 14 museus (Santos, 2010: p. 31).
 Não é possível que atualmente, dirigentes e intelectuais ainda expressem noções sobre o que é ser remanescente quilombola baseados em conceituações cristalizadas em um passado colonial. A ideia sobre ser quilombola hoje ultrapassa a noção colonial e se aproxima muito mais de uma ressignificação do caráter multicultural do quilombo surgido no território africano, mas muito diferente da conceituação de quilombo feita pelo colonizador. E ainda, não é possível permitir, que ideias como a do Parecer Quilombola, após a criminalização do racismo em 1988, sejam formas de propagação de racismo sutil através da negação da existência de comunidades quilombolas no estado.
A afirmação do Parecer demonstra muito dos aspectos da invisibilidade social e econômica da população negra brasileira. A população quilombola faz uso de terras reconhecidas como patrimônio histórico pelo Estado Brasileiro, compartilhando valores comuns, parentesco, práticas culturais. Devemos ultrapassar esse entendimento vindo do período colonial que prejudica a existência e garantia de direitos civis, econômicos, sociais e culturais das comunidades remanescentes quilombolas no Brasil.


Por Nayhara Almeida de Sousa


Referências Bibliográficas

AMARAL FILHO, N. C. Mídia e Quilombos na Amazônia. Relações Raciais no Brasil: pesquisas contemporâneas. Org. Valter Roberto Silvério, Regina Pahim Pinto, Fúlvia Rosemberg. São Paulo: Contexto, 2011.

SANTOS, C. A. B. P dos. Fiéis descendentes redes-irmandades no pós-abolição entre as comunidades negras rurais sul-mato-grossenses. Tese de Doutorado em Antropologia Social. UNB, Brasília, 2010.

BRASIL, Ministério Público Federal. Procuradoria Geral da Republica, 2 região. Territórios Quilombolas e Constituição: A ADI 3.239 e a Constitucionalidade do Decreto 4,887/03. Rio de Janeiro, 03 de março de 2008.